Perfil profissional no CV: 10 exemplos e o método para o escrever
O perfil é o primeiro parágrafo que o recrutador lê, mesmo por baixo do seu nome. Em três ou quatro frases, deve dar vontade de ler o resto — e dizer porque é que o seu CV responde à oferta. Primeiro o método, depois dez exemplos para adaptar.
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O que é o perfil profissional de um CV?
O perfil é o breve parágrafo colocado no topo do CV, por baixo do seu nome e do título do cargo. Também se chama resumo, apresentação ou objetivo profissional. Responde à pergunta que todo o recrutador faz ao abrir um CV: «quem é esta pessoa e corresponde ao que procuro?»
Sem perfil, cabe ao recrutador reconstituir o seu perfil a partir das suas experiências. Com um bom perfil, fica a sabê-lo em dez segundos.
O método em quatro frases
- Quem é. A sua profissão e o seu nível de experiência: «Contabilista com seis anos de experiência num gabinete».
- O que sabe fazer. Duas ou três competências ou áreas que contam para o cargo pretendido — não uma lista exaustiva.
- Uma prova. Uma realização concreta, idealmente quantificada, que torna as duas primeiras frases credíveis.
- O que procura. O cargo, o setor ou o tipo de empresa que pretende, formulado do ponto de vista do que traz.
Procure 40 a 100 palavras. Abaixo disso, o perfil diz o mesmo que o título do cargo; acima, torna-se um parágrafo que se salta. Para verificar o seu, cole-o na ferramenta de verificação gratuita.
Exemplos de perfil consoante a situação
Recém-licenciado
Reconversão profissional
Numa reconversão, o perfil faz a ponte: diz de onde vem, o que mantém da antiga profissão e a formação que o torna credível na nova. Não peça desculpa pela mudança — apresente-a como uma escolha.
Perfil experiente
Regresso ao emprego depois de uma pausa
Estudante ou estagiário
Os percursos e os números destes exemplos são fictícios: aproveite a estrutura, não o conteúdo.
Exemplos de perfil por profissão
Cinco perfis curtos, construídos com o mesmo método. Substitua cada elemento pelo seu: a profissão, as competências, a prova, o cargo pretendido.
Percursos fictícios: aproveite a estrutura, não o conteúdo, e escreva apenas números que possa justificar.
Os erros mais frequentes
- Os adjetivos sem prova. «Dinâmico, rigoroso, motivado»: toda a gente o escreve, ninguém acredita. Substitua cada qualidade por um facto que a demonstre.
- Falar do que quer, não do que traz. «Pretendo evoluir e adquirir competências» diz o que a empresa lhe vai dar; o recrutador procura o contrário.
- Um perfil genérico enviado para todo o lado. Retome o título do cargo pretendido e as duas ou três competências que o anúncio destaca.
- Esquecer o título do cargo. Logo por baixo do seu nome, uma linha como «Assistente de RH» ou «Técnico de manutenção» diz numa palavra o que o perfil desenvolve. Sem ela, o recrutador tem de adivinhar.
«Eu» ou não? Ambos funcionam. Um perfil na primeira pessoa é mais direto; o estilo nominal («Contabilista com seis anos de experiência…») é mais compacto. Escolha um e mantenha-o de ponta a ponta.
Adapte-o a cada candidatura
O perfil é a parte do CV que se altera com mais facilidade de uma oferta para outra. Mantenha a mesma estrutura e mude a prova e o cargo pretendido para responderem ao que o anúncio pede. Muitas vezes é a única alteração necessária para que um CV pareça escrito para a oferta.
Como o OpusCV o ajuda
O OpusCV assinala um CV sem título de cargo ou com um perfil demasiado curto para dizer alguma coisa — a mesma verificação da ferramenta gratuita, aplicada a todo o CV. Pode reformular o perfil a partir do seu percurso e adaptá-lo a uma oferta de emprego que cole: cada proposta aparece em antes/depois e nada muda sem o seu acordo.